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Enquanto Fúria explicava duas operações na prefeitura de Cacoal, nesta semana num canal de TV local, ex-prefeita Glaucione se defendia e alfinetava noutro

Teve o nome citado pelo prefeito Fúria e equipe de uma emissora local, durante a participação do chefe do executivo num programa. “Entreguei a cidade reconstruída para o Fúria”.



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Ex-prefeita Glaucione usou tempo para se defender e se divulgar

Nesta quarta-feira, 28 de junho, a ex-prefeita de Cacoal (RO) Glaucione Rodrigues Neri, que vai completar 55 anos no mês de julho, esteve num canal de TV local, onde, segundo ela, teve o nome citado pelo atual prefeito Adailton Fúria (PSD) e também pela equipe da emissora, que assim como o prefeito, teriam direcionado a ela, a responsabilidade dos supostos crimes, que culminaram com a Operação Banhado a Ouro realizada pela Polícia Federal no município, na terça-feira, 27 de junho.

Na segunda-feira, 26 de junho, a prefeitura foi alvo da Operação Apunya da Draco2, que identificou crimes na Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran). Três servidores públicos foram afastados por supostos envolvimentos com negociações de concessão pública do transporte alternativo urbano, no setor de mototáxi.

A cabeça do atual prefeito nem havia desanuviado, quando a Polícia Federal, Tribunal de Contas, Receita Federal e Controladoria Geral, desembarcaram no município, com a Operação Banhado a Ouro.

O embate entre os políticos, ocorreu sem o enfrentamento presencial

A operação investiga crimes de superfaturamento na aquisição de tubos corrugados PEAD, através do Consórcio Intermunicipal de Rondônia (Cimcero), que é um órgão ligado a Associação Rondoniense de Municípios (Arom).

Durante entrevista a TV Allamanda Cacoal, canal 13.1 digital nesta quarta-feira, 28 de junho, o prefeito Adailton Fúria mostrou documentos, que seriam provas de que o município não teria participado da aquisição dos tubos em 2022, quando teriam ocorrido o superfaturamento.

Prefeito Fúria se defendeu, defendeu o chefe de gabinete e apresentou documentos

Enquanto Fúria explicava as operações na TV Allamanda, Glaucione estava noutro canal se defendendo de supostas acusações e direcionamentos e ao mesmo tempo, tentando explicar as imagens gravadas no fim do mês de setembro de 2020, onde ela aparece colocando dinheiro numa bolsa, que conforme a Justiça seria proveniente de propina. A época Glaucione foi presa na Operação Reciclagem. Nunca foi divulgada a quantia de dinheiro que ela teria colocado na bolsa.

Menos de dois meses após a prisão da ex-prefeita de Cacoal em 2020, cinco pessoas foram presas por tráfico de drogas e entre os detidos, estava o irmão de Glaucione Maria Rodrigues Neri.

A época, a polícia divulgou ter encontrado mais de 150 kg de maconha, localizada parte da carga nos municípios de Cacoal e outra em Presidente Médici (RO). A apreensão ocorreu durante uma ação conjunta entre as polícias rodoviária, militar e civil na região.

A ex-prefeita falou sem parar no tempo usado como direito de resposta. Ela lembrou do seu trabalho como deputada estadual e do que chamou de “reconstrução” da cidade entre 2017/2020.

Citou que não faz, nem promove politicagem, que se sente injustiçada pela mídia e pelo atual prefeito. A ex-prefeita lembrou que ficou em 15º lugar no ranking nacional dos melhores prefeitos do Brasil.

Acusou um “político” a quem ela não deu nome, de ser o mentor do que ela chamou de “armadilha”, quando se referiu ao vídeo feito dela recebendo dinheiro, que seria propina.

Enquanto Glaucione se defendia, se divulgava, se elogiava, o atual prefeito foi mais rápido e durante a entrevista disse que já tomou todos os procedimentos para que sejam feitos os afastamentos dos comissionados envolvidos e mostrou o documento, que conforme ele, é prova de não ter participado da Ata do Cimcero em 2022.

Fúria admitiu que participou da Ata do Cimcero em 2021, mas esta não está superfaturada. O motivo, segundo o prefeito, da operação Banho de Ouro ter chegado, é que a empresa investigada vendeu produtos para o município, após ter vencido licitação.

 

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